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SOM
NA CAIXA
O som rolou
na caixa, isso mesmo, o som rolou no Teatro da Caixa Econômica Federal,
e, mais uma vez (poderia ser muitas, com certeza...), a Caixa presenteou
os que lá estavam com o som magnífico do mestre Nivaldo Ornelas, que,
se sozinho já é capaz de fazer a festa , imaginem na compania de Kiko
Continentino (teclado), Paulinho Braga (bateria), Sergio Barroso (baixo),
Magno Alexandre (guitarra) e Mayo Ângelo Ornelas (cavaquinho). Isso sem
contar com seus ilustríssimos convidados.
Na terça, dia 28 de agosto, Paulinho Trompete, um craque. Podemos dizer
que é sem dúvida um dos melhores da sua geração.
Na quarta seguinte, foi a vez do saxofonista francês Idris Boudrioua,
que também dispensa comentários. O cara é da pesada, e foi mostrar para
o que veio. Idris e Nivaldo já são velhos amigos (aliás, como a maioria
dos estavam dividindo o mesmo palco... Seus instrumentos já conversam
há tempos).
Só podemos classificar como uma grande festa a atmosfera da gravação do
DVD de Nivaldo, que, esperamos, será lançado em breve.
Foi maravilhoso vê-los no palco, a cada música uma emoção e a certeza
de que valeu muito a pena estar ali.
A Caixa Econômica mais uma vez reafirma seu compromisso com a música,
a qualidade e, sobretudo, com a cultura. Nivaldo Ornelas é um nome internacionalmente
conhecido e respeitado nos quatro cantos do mundo, e projetos como este,
da Caixa, só podem nos presentear, primeiro pela acessibilidade em relação
a preço dos ingressos, depois pela organização do evento. Mais uma vez
gostaria de parabenizar publicamente pela iniciativa.
Não poderia deixar de mencionar a técnica (luz e som), que esteve impecável,
bem como a produção super bem cuidada de Isabel Ferraro, e, claro, o grande
afinco de Melissa Ornelas.
Foi maravilhoso deixar-se levar pela grande mistura de influências e diversidade
musical, pela mineirice e por tanta sofisticação, todos esses sentidos,
estágios, momentos e encantamento em relação ao que se ouve, e ao que
se vê, só se torna possível quando se tem a maestria de um músico tão
iluminado como Nivaldo Ornelas. Não é a toa que eu e todos os que o conhecem
o chamam merecidamente de MESTRE.
Fotos: Aloizio Jordão
Aloizio
Jordão
Setembro de 2007.
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